16 de março de 2012

PAULO PASTA - BRASIL




Paulo Augusto Pasta (Ariranha SP 1959). Pintor, desenhista, ilustrador e professor. Gradua-se em artes plásticas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP, em 1983. Estuda desenho e gravura em metal com Evandro Carlos Jardim (1935). Faz cursos de litografia e serigrafia com Regina Silveira (1939) e pintura, com Donato Ferrari (1933) e Carmela Gross (1946). Atua como arte-educador na Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp, entre 1983 e 1985. Cria obras abstratas nas quais utiliza uma gama cromática reduzida, explorando variações tonais. Em 1984, realiza sua primeira exposição individual na Galeria D. H. L., em São Paulo. Recebe a Bolsa Emile Eddé de Artes Plásticas, em 1988. Tem relevante atividade docente, lecionando pintura na Faculdade Santa Marcelina - FASM, entre 1987 e 1999, e desenho na Universidade Presbiteriana Mackenzie, entre 1995 e 2002. É professor da Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, onde ingressa em 1998. Ministra ainda cursos livres em várias instituições culturais, como o Museu Brasileiro de Escultura - MuBE e o Instituto Tomie Ohtake - ITO. Em 1990, recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas no Museu de Arte de Brasília - MAB/DF e, em 1997, o Prêmio Price Waterhouse - Conjunto de Obras, no 25º Panorama de Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1998, é publicado o livro Paulo Pasta, pela Edusp. É mestre em artes plásticas pela ECA/USP, em 2002. Ilustra, entre outros, os livros Coração Partido - Uma Análise da Poesia Reflexiva de Drummond e Rocambole, ambos de autoria do crítico literário Davi Arrigucci Jr., publicados pela Editora Cosac & Naify, em 2002 e em 2005, respectivamente.


Comentário CríticoA pintura de Paulo Pasta, na década de 1980, apresenta suaves passagens tonais e formas instáveis, indefinidas. Uma de suas principais referências, além da obra de Paul Cézanne (1839 - 1906) e Henri Matisse (1869 - 1954), é a pintura do artista norte-americano Jasper Johns (1930). Paulo Pasta, por meio de ligeiras arranhaduras na última camada de tinta da tela, cria formas que se aproximam às de frontões, ânforas e colunas. Essas imagens permitem uma referência ao passado, remetem ao campo da memória. Para o historiador da arte Rodrigo Naves, há nesses trabalhos um quê de nostalgia - eles procuram reatar com um tempo histórico, apontam para a lembrança de uma era sem fraturas, em que gestos individuais e significados sociais se relacionavam harmoniosamente. Há também nas obras do artista um jogo tonal, espécie de cor primeira que contém outras, que se insinua insistentemente, mas os tons e as pinceladas obedecem apenas ao equilíbrio interno da obra.
Como aponta o crítico Alberto Tassinari, no começo da década de 1990, seu trabalho modifica-se: grande parte de suas pinturas tem como motivo algo que lembra um chão ladrilhado com cacos. Esses quadros não levam o olhar do espectador para o horizonte, mas o remetem a obstáculos e a um espaço que não se deixa ver com nitidez. Em trabalhos iniciados em 1994, apresenta mais contrastes de cor, o espaço se amplia e as estruturas tornam-se mais ordenadas. Permanece porém a atmosfera espessa, a densidade das pinturas anteriores. Em 1996, o artista plástico Nuno Ramos (1960), ao comentar as obras de Paulo Pasta apresentadas em exposição individual na Galeria Camargo Vilaça, em São Paulo, ressalta a luminosidade intensa dos quadros que realça as diferenças de tom e cor, luz e sombra, superfície e profundidade, ao mesmo tempo em que paradoxalmente equilibra o conjunto da pintura.
A pintura de Paulo Pasta, para Naves, propõe ao observador uma experiência: ela porta uma espécie de vagar, pede uma suspensão temporal para que o olhar possa se deter morosamente pelas passagens tonais e pelas formas, em lento movimento de diferenciação.



Pintor, desenhista, gravura, professor
1977 - Muda-se para São Paulo para fazer curso preparatório para o vestibular. Na ocasião, estuda com os artistas Carlos Fajardo e Luiz Baravelli. Passa a frequentar aulas de desenho de modelo-vivo na Pinacoteca do Estado de São Paulo 
1978/1984 - Graduação em Artes Plásticas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP
1979 - Começa a ministrar aulas de desenho em uma "escola de arte e técnica", atividade que virá a exercer por muitos anos, em diversas instituições
1980 - Trabalha como arte-educador na Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp
1984 - Monta seu primeiro ateliê em São Paulo, no bairro de Santa Cecília, com o artista Felipe Anderey
1986 - Recebe o prêmio aquisição no IX Salão Nacional de Artes Plásticas do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro
1987 - Recebe o prêmio revelação no V Salão Paulista de Arte Contemporânea
1987 - Ingressa em sua primeira galeria, a Paulo Figueiredo, em São Paulo
1987/1999 - Leciona pintura na Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo
1988 - Recebe bolsa Émile Eddé de Artes Plásticas do MAC/USP
1994 - Ocupa Sala Especial na 22ª Bienal Internacional de São Paulo
1995/2002 - Leciona desenho na Universidade Presbiteriana Mackenzie
1997 - Recebe prêmio pelo conjunto da obra no 25º Panorama de Arte Brasileira do MAM/SP
1998 - Começa a ministrar aulas no curso de graduação em Artes Visuais na Faculdade Armando Álvares Penteado (Faap), atividade que mantém até hoje
1998 - Publicação do livro Paulo Pasta, da coleção Artistas da USP, editora da Universidade de São Paulo
2006 - Publicação do livro Paulo Pasta, editora Cosac Naify e Pinacoteca 





Outra Lenda - Paulo Pasta - 2209-O óleo
O óleo "Outra Lenda": o pintor pertence à linhagem de grandes artistas dedicados a experimentos cromáticos


































A pintura de Paulo Pasta, na década de 1980, apresenta suaves passagens tonais e formas instáveis, indefinidas. Uma de suas principais referências, além da obra de Paul Cézanne (1839 - 1906) e Henri Matisse (1869 - 1954), é a pintura do artista norte-americano Jasper Johns (1930). Paulo Pasta, por meio de ligeiras arranhaduras na última camada de tinta da tela, cria formas que se aproximam às de frontões, ânforas e colunas. Essas imagens permitem uma referência ao passado, remetem ao campo da memória. Para o historiador da arte Rodrigo Naves, há nesses trabalhos um quê de nostalgia - eles procuram reatar com um tempo histórico, apontam para a lembrança de uma era sem fraturas, em que gestos individuais e significados sociais se relacionavam harmoniosamente. Há também nas obras do artista um jogo tonal, espécie de cor primeira que contém outras, que se insinua insistentemente, mas os tons e as pinceladas obedecem apenas ao equilíbrio interno da obra.
Como aponta o crítico Alberto Tassinari, no começo da década de 1990, seu trabalho modifica-se: grande parte de suas pinturas tem como motivo algo que lembra um chão ladrilhado com cacos. Esses quadros não levam o olhar do espectador para o horizonte, mas o remetem a obstáculos e a um espaço que não se deixa ver com nitidez. Em trabalhos iniciados em 1994, apresenta mais contrastes de cor, o espaço se amplia e as estruturas tornam-se mais ordenadas. Permanece porém a atmosfera espessa, a densidade das pinturas anteriores. Em 1996, o artista plástico Nuno Ramos (1960), ao comentar as obras de Paulo Pasta apresentadas em exposição individual na Galeria Camargo Vilaça, em São Paulo, ressalta a luminosidade intensa dos quadros que realça as diferenças de tom e cor, luz e sombra, superfície e profundidade, ao mesmo tempo em que paradoxalmente equilibra o conjunto da pintura.
A pintura de Paulo Pasta, para Naves, propõe ao observador uma experiência: ela porta uma espécie de vagar, pede uma suspensão temporal para que o olhar possa se deter morosamente pelas passagens tonais e pelas formas, em lento movimento de diferenciação.









Sem Título , 1988
óleo e cera sobre tela
130 x 170 cm






Sem Título , 1990
óleo e cera sobre tela
170 x 130 cm





Sem Título , 1987
óleo e cera sobre tela
170 x 130 cm




 
SEm Título , 1986
óleo sobre tela
40 x 50 cm




 
Fortuna , 1987
óleo e cera sobre tela
50 x 61,3 cm






Sem Título , exata 1991 - 1999
óleo e cera sobre tela
170 x 130 cm




 
Sem Título , 1986
óleo sobre tela
120 x 140 cm





Sem Título , 1989
óleo e cera sobre tela
190 x 220 cm






Sem Título , 1990
óleo e cera sobre tela
180 x 140 cm






Sem Título , 1991
óleo e cera sobre tela
220 x 190 cm





Sem Título , 1992
óleo e cera sobre tela
190 x 220 cm






Ninguém , 2005
óleo sobre tela
200 x 150 cm [cada parte]










Acervos
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Museu Nacional de Belas Artes
Museu de Arte de Brasília
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Museu de Arte Moderna de São Paulo
Acervo Galeria Millan Antônio - São Paulo
Coleção Adalberto Calil - São Paulo
Coleção Andréa e José Olympio Pereira - São Paulo
Coleção Andrea e Roger Agnelli  - Rio de Janeiro
Coleção Antônio Gonçalves Filho - São Paulo
Coleção Arnaldo Malheiros Filho - São Paulo
Coleção Arthur de Mattos Casas - São Paulo
Coleção Arthur Lescher - São Paulo
Coleção Christian Hemmés - São Paulo
Coleção Claudio Mubarac - São Paulo
Coleção Denise Aguiar - São Paulo
Coleção Dulce e João Carlos de Figueiredo Ferraz - Ribeirão Preto, São Paulo
Coleção Fernando Altério - São Paulo
Coleção Gabriela e Antônio Quintella - São Paulo
Coleção Henrique Constantino - São Paulo
Coleção João Carlos Alves Pereira - São Paulo
Coleção João Federici - São Paulo
Coleção José Zaragosa - São Paulo
Coleção Kim Esteve - São Paulo
Coleção Marcantonio Vilaça - Recife
Coleção Marcelo Bandeira de Mello - São Paulo
Coleção Marcelo Secaf - São Paulo
Coleção Maria Luísa e Pedro Alcântara - São Paulo
Coleção Maria Teresa Sosio - São Paulo
Coleção Miguel Chaia - São Paulo
Coleção Milton Goldfarb - São Paulo
Coleção Nilo Cecco - São Paulo
Coleção Nora Clemente - São Paulo
Coleção Orandi Momesso - São Paulo
Coleção Patrícia Cisneros - Caracas
Coleção Rafael Decunto - São Paulo
Coleção Roberto Brandão - São Paulo
Coleção Rodrigo Andrade - São Paulo
Coleção Socorro de Andrade Lima - São Paulo
Coleção Song Eek - São Paulo
Coleção Sônia Fernandes - São Paulo
Coleção Tom Freitas Valle - São Paulo







 
Sem Título , 1999
óleo e cera sobre tela
220 x 190 cm





 
Sem Título , 2005
óleo sobre tela
180 x 220 cm







Sem Título , 1985 - 1986
esmalte, carvão e colagem sobre papel
170 x 130 cm






Sem Título , 1987
óleo e cera sobre tela
100 x 120 cm





Sem Título , 1994
óleo e cera sobre tela
220 x 180 cm






Sem Título , 1995
óleo sobre papel
18 x 25 cm






Sem Título , 1995
óleo sobre papel
18 x 25 cm





Sem Título , 1996
óleo e carvão sobre papel
20 x 30 cm





Sem Título , 1996
óleo e cera sobre tela
190 x 210 cm







Sem Título , 1996
óleo e cera sobre tela
190 x 240 cm





Sem Título , 1997
óleo e cera sobre tela
180 x 220 cm
Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo (SP)







Sem Título , 1998 - 1999
óleo e cera sobre tela
220 x 190 cm




Críticas

"Dois aspectos contrastantes se encontram nos trabalhos de Paulo Pasta. De um lado, há a irregularidade e a espessura da matéria pictórica, que se impõe (sobretudo quando distribuída sobre grandes superfícies, como nos quadros recentes) como presença concreta, aparentemente independente de mediações linguísticas - é o elemento que nos últimos tempos acostumamo-nos a chamar ´matérico´. Por outro lado, porém, não existe nessas obras matéria bruta: tudo é filtrado, escolhido, pinçado da tradição, e só então reconduzido a uma condição elementar. (...) No entanto, esses encrespamentos da matéria têm uma história, organizam-se na lembrança de antigos esquemas - não só quando sugerem um desenho de arcos ou o fantasma de uma perspectiva, mas sobretudo quando, sem nenhuma referência evidente, emprestam ao quadro a sombra de uma composição clássica. (...). Ocorre algo análogo, mas invertido, no que diz respeito às cores. Não existe cor pura, bruta, nas grandes superfícies monocromas de Paulo Pasta. Seu colorismo é tonal, é busca do ponto de equilíbrio entre diferentes qualidades da mesma tinta. O pigmento passa por um processo de afinação, até encontrar a altura exata. (...)".
Lorenzo Mammi







Sem Título , 1999 - 2001
óleo e cera sobre tela
180 x 220 cm





Sem Título , 1999
óleo e cera sobre tela
180 x 220 cm





Sem Título , 2000
óleo e cera sobre tela
120 x 140 cm





Sem Título , 2000
óleo e cera sobre tela
40 x 60 cm





Sem Título , 2001
óleo e cera sobre tela
220 x 180 cm




Sem Título , 2002
óleo e cera sobre tela
180 x 220 cm




Sem Título , 2002
óleo e cera sobre tela
220 x 190 cm







Exposições Individuais

1985 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Galeria Campus/USP de Ribeirão Preto
1985 - São Carlos SP - Individual, na Galeria Campus/USP de São Carlos
1988 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Centro Cultural Cândido Mendes
1989 - São Paulo SP - Individual, no MAC/USP
1993 - Belo Horizonte MG - Individual, no Itaú Cultural
1994 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1996 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Camargo Vilaça
1997 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Anna Maria Niemayer
1998 - Curitiba PR - Individual, na Casa da Imagem
1998 - Recife PE - Individual, na Fundação Joaquim Nabuco
1999 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Camargo Vilaça
2001 - Rio de Janeiro RJ - Paulo Pasta: pintura, na Galeria Anna Maria Niemeyer
2002 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Nara Roesler
2002 - São Paulo SP - Paulo Pasta: desenhos, no Centro Universitário Maria Antonia
2003 - São Paulo SP - Desenhos Grandes, na Galeria 10,20 x 3,60
2004 - Rio de Janeiro RJ - Paulo Pasta: pinturas, na Galeria Anna Maria Niemeyer
2004 - São Paulo SP - Individual, no CCSP







Sem Título , 2002
óleo e cera sobre tela
40 x 50 cm






Caçula , 2004
óleo e cera sobre tela
180 x 220 cm







Nunca , 2005
óleo sobre tela
200 x 150 cm [cada parte]






Sem Título , 2005
óleo sobre tela
220 x 190 cm





Sem Título , 2005
óleo sobre tela
200 x 300 cm






Gato , 2006
óleo sobre tela
80 x 120 cm







A Noite do Meu Bem , 2006
óleo sobre tela
160 x 180 cm







Duas Cruzes , exata 2006
óleo sobre tela
240 x 300 cm







Exposições Coletivas

1984 - São Paulo SP - Da Paisagem e da Figura, na Galeria DHL

1985 - São Paulo SP - 2º Prêmio Pirelli Pintura Jovem, no Masp
1985 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
1986 - Belo Horizonte MG - 9º Salão Nacional de Artes Plásticas: sudeste, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes
1986 - Rio de Janeiro RJ - 9º Salão Nacional de Artes Plásticas - prêmio aquisição
1986 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
1987 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Pinacoteca do Estado - Prêmio Secretaria de Estado da Cultura
1987 - São Paulo SP - Imagens de Segunda Geração, no MAC/USP
1988 - Berlim (Alemanha) - Workshop Berlim/São Paulo, no Kunsthalle Berlim
1988 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Macunaíma, na Funarte. Centro de Artes
1988 - São Paulo SP - 6º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1988 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Subdistrito
1988 - São Paulo SP - Coletiva, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1988 - São Paulo SP - Workshop Berlim/São Paulo, no Masp
1989 - Brasília DF - Novos Valores da Arte Latino-Americana/Brasil, no Museu de Arte de Brasília
1989 - Rio de Janeiro RJ - 11º Salão Nacional de Artes Plásticas, na Funarte
1989 - São Paulo SP - 20º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1989 - São Paulo SP - Arte Paulista, Perspectivas Recentes, no CCSP
1989 - São Paulo SP - Dez Artistas, no Ateliê da Rua Fortunato
1990 - Brasília DF - Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no Museu de Arte de Brasília
1991 - Caracas (Venezuela) - Brasil: la nueva generación, na Fundación Museo de Bellas Artes
1991 - Cuenca (Equador) - 3ª Bienal de Cuenca
1991 - São Paulo SP - BR/80: pintura Brasil década 80, na Itaugaleria
1992 - São Paulo SP - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, no CCSP
1994 - São Paulo SP - 22ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1994 - São Paulo SP - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, no CCSP
1995 - Londrina PR - Arte Brasileira: confrontos e contrastes, no Pavilhão Internacional Octávio Cesário Pereira Júnior
1995 - São Paulo SP - Anos 80: o palco da diversidade, na Galeria de Arte do Sesi
1995 - São Paulo SP - Morandi no Brasil, no CCSP
1996 - Cascavel PR - 3ª VentoSul: mostra de artes visuais integração do Cone Sul, no Museu de Arte
1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira Contemporânea: doações recentes/96, no MAM/SP
1997 - Curitiba PR - A Arte Contemporânea da Gravura, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba
1997 - Ouro Preto MG - Experiências e Perspectivas: 12 visões contemporâneas, no Museu Casa dos Contos. Centro de Estudos do Ciclo do Ouro
1997 - São Paulo SP - 25º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/SP - Grande Prêmio Price Waterhouse
1997 - São Paulo SP - Arte Cidade: a cidade e suas histórias
1998 - Belo Horizonte MG - A Paisagem Urbana Contemporânea, no Itaú Cultural
1998 - Belo Horizonte MG - O Suporte da Palavra, no Itaú Cultural
1998 - Campinas SP - A Paisagem Urbana Contemporânea, no Itaú Cultural
1998 - Niterói RJ - 25º Panorama de Arte Brasileira, no MAC/Niterói
1998 - Penápolis SP - A Paisagem Urbana Contemporânea, na Galeria Itaú Cultural
1998 - Recife PE - 25º Panorama de Arte Brasileira, no Mamam
1998 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996 - 1998, no CCBB
1998 - Salvador BA - 25º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/BA
1998 - São Paulo SP - A Paisagem Urbana Contemporânea, no MAM/SP
1998 - São Paulo SP - Afinidades Eletivas I: o olhar do colecionador, na Casa das Rosas
1998 - São Paulo SP - O Colecionador, no MAM/SP
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp
1998 - São Paulo SP - O Suporte da Palavra, no MAM/SP
1999 - São Paulo SP - O Brasil no Século da Arte, Coleção MAC/USP, na Galeria de Arte do Sesi
1999 - São Paulo SP - Quase figura, no MAM/SP
2000 - Curitiba PR - 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. Marcas do Corpo, Dobras da Alma
2000 - Niterói RJ - Pinturas na Coleção João Satamini, no MAC/Niterói
2000 - Rio de Janeiro RJ - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Carta de Pero Vaz de Caminha, no Museu Histórico Nacional
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal
2000 - São Paulo SP - Obra Nova, no MAC/USP
2001 - Brasília DF - Mostra de Arte Contemporânea, no Conjunto Cultural da Caixa
2001 - Porto Alegre RS - 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul
2001 - Rio de Janeiro RJ - Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no Paço Imperial
2001 - Rio de Janeiro RJ - O Espírito de Nossa Época, no MAM/RJ
2001 - São Paulo SP - A Cor na Arte Brasileira, no MAM/SP
2001 - São Paulo SP - Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no MAM/SP
2001 - São Paulo SP - O Espírito de Nossa Época, no MAM/SP
2002 - Niterói RJ - Diálogo, Antagonismo e Replicação na Coleção Sattamini, no MAC/Niterói
2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial
2002 - São Paulo SP - 28 (+) Pintura, no Espaço Virgílio
2002 - São Paulo SP - Estratégias para Deslumbrar, na Galeria de Arte do Sesi
2002 - São Paulo SP - Mapa do Agora: 50 anos da arte brasileira Coleção Sattamini, no Instituto Tomie Ohtake
2002 - São Paulo SP - O Plano como Estrutura da Forma, no MAM/SP
2002 - São Paulo SP - Ópera Aberta: celebração, na Casa das Rosas
2002 - São Paulo SP - Portão 2, na Galeria Nara Roesler
2003 - Madri (Espanha) - Arco/2003, no Parque Ferial Juan Carlos I
2003 - São Paulo SP - 2080, no MAM/SP
2003 - São Paulo SP - Arco 2003, na Galeria Nara Roesler
2003 - São Paulo SP - MAC USP 40 Anos: interfaces contemporâneas, no MAC/USP
2003 - São Paulo SP - Meus Amigos, no MAM/SP
2004 - Niterói RJ - Pintura e Desenho - 90/00, no MAC/Niterói
2004 - São Paulo SP - Arte Contemporânea no Acervo Municipal, no CCSP






Paulo Pasta e a moradia da cor

Pintor expõe no Centro Maria Antônia, que ainda exibe as obras de Anri Sala, Bartolomeo Gelpi, Júnior Suci e Zocchio


Camila Molina - O Estado de S. Paulo
Casa de ferreiro, espeto de pau. Com esse ditado popular o pintor Paulo Pasta sintetiza uma recente descoberta em sua trajetória, iniciada na década de 1980 - a cor é a "praia" de sua pintura, o desafio prazeroso. "Antes o buraco do meu trabalho era pensar: ‘O que pintar?’ Entendi que não é o tema, mas que meu negócio é a cor, ela é minha casa", diz o artista, que exibe no Centro Universitário Maria Antônia a mostra Sobrevisíveis, com série de novas pinturas. Nelas, as cores têm uma passagem por vezes mais silenciosa, por outras, surpreendentemente, são como "um forte sussurro" - expressão do pintor Eduardo Sued - em composições feitas a partir de uma estrutura similar e simples, a de três regiões formadas na tela a partir da criação de ‘cruzes’.

Paulo Pasta e a obra 'Quase Nunca': estrutura pura das cruzes - Leonardo Soares/AE
Paulo Pasta e a obra 'Quase Nunca': estrutura pura das cruzes

Certa vez, o escultor Amilcar de Castro escreveu uma dedicatória a Paulo Pasta dizendo que "o silêncio é a moradia da cor" - e ainda depois, afirmou que a pintura do artista era "uma reza". Outro mestre, Sued, garantiu que "Paulo é o sobrevisível de coisas não visíveis". O título da exposição, Sobrevisíveis, vem daí, da afirmação que aparece no documentário de Pedro Paulo Mendes sobre Pasta e em exibição também no Maria Antônia. No caminho trilhado pelo pintor para nos apresentar essas "coisas não visíveis", Paulo Pasta já se valeu, pela "necessidade de dar ordem", de esquemas de "formas singelas, nem abstratas, nem figurativas", afirma o crítico Ronaldo Brito, feitos a partir de ogivas, "lápis apontados", peões, cálices, até chegar à mais pura e complexa estrutura das cruzes, iniciada em 2007.
Deu-se conta, afinal, que é a cor que confere a "indeterminação, a instabilidade" - a marca contemporânea - em sua obra clássica e sóbria. "Só com a forma não daria para fazer a indeterminação", diz o artista. Cores mais tonais vão convivendo, assim, com cores fortes - há duas telas, A Ilusão das 10 Horas e Outra Lenda, nas quais, respectivamente, prevalecem o amarelo e o vermelho. Mas, de todas as obras, a preferida de Pasta é O Descanso do Pintor - com uma superfície quase branca sobre planos de rosas e outros matizes leves.






O lugar do silêncioPaulo Pasta revela a força contida em suas telas reunindo trabalhos inéditos em sua primeira grande exposição no Rio de Janeiro.




Fernanda Lopes
[Publicado originalmente na Gazeta Mercantil, 15/08/2008]


Na noite de 11 de setembro de 2001, Paulo Pasta inaugurava uma exposição individual em uma galeria no Rio de Janeiro. Aquela era a primeira depois dos ataques terroristas às torres gêmeas em Nova York, transmitidos por TVs do mundo inteiro, em tempo real. “Foi esquisito porque as pessoas não falavam nada, e quando falavam, eram comentários sobre o que tinha acontecido naquele dia. Ninguém viu a exposição”, lembra em meio a risos o artista paulista. Hoje, sete anos depois, ele está de volta à cidade, com uma nova exposição. O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta uma individual do artista reunindo cerca de 20 trabalhos, muitos deles inéditos, com curadoria de Ronaldo Brito. O conjunto indica um momento de transformação na obra de Paulo Pasta, dando continuidade a uma pesquisa iniciada há dois anos, quando ele inaugurou uma exposição de revisão de sua trajetória, na Pinacoteca (SP).
Minhas pinturas estão mais fluídas e ágeis na articulação com o espaço da tela, mas mesmo com as mudanças esse continua sendo o meu trabalho. A gente precisa mudar tudo para continuar sendo o mesmo”, explica o artista, que já aos 14 anos decidiu ser pintor. Formado em Artes Plásticas na Escola de Comunicação e Artes da USP no final dos anos 1970, quando os professores embalados pela onda conceitual achavam que, mais uma vez, a pintura não tinha competência nenhuma para falar das complexidades do mundo, Paulo Pasta começou a aparecer no cenário nacional no início dos anos 1980. “Sempre falam que a pintura está em crise. Por que só a pintura? A arte está em crise. Penso não na morte da pintura, mas na morte na pintura, que de alguma maneira surgiu para falar do mundo que se acaba, para celebrar um pouco a extinção”, aponta Paulo Pasta, em conversa com a Gazeta Mercantil durante a montagem da exposição.

Essa exposição apresenta um momento de transformação do seu trabalho, que já estava aparecendo da exposição que você fez em 2006 na Pinacoteca (SP). Ver essa produção reunida te ajudou a fazer essa passagem?
Eu tinha muito medo de ver a convivência de trabalhos mais antigos com trabalhos atuais, e na Pinacoteca isso não me pareceu tão medonho assim. Me ajudou. Não preciso renegar o que eu fiz nem ter medo do que eu fui. Todos os trabalhos me ajudaram e me ajudam a fazer o novo, o que eu sou hoje. Não tenho que resolver mais nada lá para trás. Já está resolvido. Estou em um momento da vida e da carreira em que, para bem ou para o mal, é isso que eu faço. O tempo da dúvida acabou. Isso abre a possibilidade de estar na vida de maneira mais livre, mais divertida.


É difícil para um artista lidar com a produção inicial?
Tinha medo de olhar aquilo tudo e pensar “Que porcaria é essa?!” ou “Que vergonha…”. Como diz [o crítico norte-americano] Harold Rosenberg, no livro O Objeto Ancioso, todo o começo é estereotipado. Para conseguir um resultado em arte, você tem que se colocar em experiência com o trabalho. Você vai descobrindo quem você é e as coisas vão aparecendo. No começo, ainda não deu tempo. Por isso tem esse estereótipo. Um artista jovem ainda é uma câmara de ecos. Não tem como um artista jovem fugir de estereótipos, mas ao mesmo tempo vejo que meu pensamento já estava lá, guardado.
Como professor, você deve acompanhar esse momento inicial de muitos artistas.
Ser professor para mim é um pouco estar junto desse momento de descoberta da vocação, quando você faz a promessa a você mesmo. É um momento importante de troca com o mundo. Ver esse momento me anima, me estimula, faz eu me reencontrar comigo mesmo, voltar ao que eu era, refazer essa promessa, estreitar esses laços que a vida vai afrouxando. Sabe aquele brinquedo que você tem que soprar para manter a bolinha no ar e se você parar de soprar ela cai? Ser artista é isso: manter essa bolinha no ar. Estou sempre procurando isso.
E na sua produção, como essa procura se orienta?
Meu trabalho funciona muito pela intuição. Depois é que entra a intelecção, a pesquisa mais direta. Um arquiteto é um homem muito estranho para mim, no bom sentido. Fico fascinado por essa crença, essa certeza da sua ação direta no mundo. Eu não conseguiria. É como os Expressionistas Abstratos, que acreditavam no gesto, no ato afirmativo de colocar tinta na superfície da tela. Eu não me reconheço nisso. Minha pintura tem uma fisicalidade sim, mas ela vai ganhando uma espécie de transcendência. Ela não é só física. Ela tem esse momento de uma evocação, de uma transcendência.
O Amílcar de Castro chegou a dizer que seu trabalho é uma reza…
Ele me falou: “Seu trabalho é uma reza, sô. E você está dentro da catedral”. Foi em 1998, quando lancei um livro pela EDUSP. Ele leu, fez anotações no livro inteirinho, e me devolveu. Ele escreveu em uma das páginas um poema que fala do silêncio e da cor como moradia do silêncio. Meu trabalho tem isso. Gosto quando ele faz silêncio.
É um momento de parar para rever, ver de novo.
É o momento que interrompe o fluxo normal do mundo, momento quando você está se perguntando pelo mundo. Arte é reflexão e o momento da reflexão é um momento de crise. Então é do meu tempo. Não estou me furtando a nenhuma das crises. Não estou buscando nenhum lugar confortável nem passadista. De jeito nenhum. Muito pelo contrário. Estou me colocando no olho do furacão, mas o mainstream está indo para o outro lado.
E o tempo é outro fator importante na sua produção.
A pintura tem uma lentidão que é própria. Ela e o pintor precisam de tempo para assimilar as experiências, entender o que está fazendo. No meu trabalho essa questão ganha uma inflexão mais forte. Sou uma pessoa muito ligada à memória. Já fui mais – e talvez aí também esteja acontecendo uma mudança no meu trabalho. O ato de lembrar para mim é muito intenso.
Um crítico escreveu que ver seus trabalhos era como olhar para objetos pessoais, gastos pelo tempo. O próprio Ronaldo Brito fala de uma “biografia íntima”.São objetos da experiência, senão eu não me reconheço neles. Só me reconheço nas coisas quando posso me lembrar delas. O ato de pintar todo dia é isso. Eu gosto de repetir as coisas, porque é um jeito também de ir me identificando com elas. As coisas só têm presença para mim de certa maneira quando elas tiveram uma duração no tempo. Duraram, se repetiram. Me sinto muito exilado. O mundo para mim não é ficção. É exílio.
Os anos 1980 foram marcados por uma espécie de revalorização da pintura em todo mundo, e aqui no Brasil o mercado e a mídia se abriram fortemente para os jovens artistas. Você vê um paralelo entre aquele momento e o que temos hoje?Durante a Geração 80, foi a primeira vez que os jovens tiveram mercado. Estava tudo mudando, ganhando outra cara. De certa maneira, as coisas foram ficando mais fáceis. Antes, um artista fazia a sua primeira exposição individual aos 50 anos. Agora não. O meio de arte no Brasil hoje está mais sólido, mais consistente, mais complexo. Isso é bom, mas temos que chegar a uma equação do que é arte, o que é mercado e o que é sistema de arte. Você não sai da escola de arte um artista pronto. Vejo isso como uma academia do contemporâneo. Muitos artistas acham que aprenderam na faculdade umas técnicas, umas táticas, e reproduzem isso. Eu não concordo. O artista é o cara do “não”. Ele vai colocar um ponto de interrogação em tudo isso.
Então ao mesmo tempo em que é mais fácil, é mais difícil também?
Exatamente. Hoje circula a idéia de que pode tudo e de que a institucionalização do artista já pode pegar jovens artistas. Isso pode fazer muito mal. Você não sai pronto da faculdade. Precisa de tempo. E aí aparece a idéia de mercado, de mercadoria. A arte tem um tempo diferente da mercadoria. Ela é mercadoria, mas uma mercadoria muito especial, diferenciada. Não dá para confundir as coisas. Se o artista não tiver esse discernimento, ele está perdido.
E parece que escolher fazer pintura hoje precisa de uma boa justificativa. Vi uma entrevista onde artistas jovens eram questionados sobre por que eles escolheram fazer pintura se eles são tão jovens.
(risos) É a academia do contemporâneo. Quem propõe a idéia da necessidade da novidade o tempo todo é o mercado. Quem tem modelo, quem tem obsolescência programada, é o mercado. Nada contra usar a tecnologia, mas usar com recuo, com senso crítico, e que parta do artista a vontade de usar e não de um contexto. E muitas vezes a crítica à pintura é rala. Mesmo. Quem articula uma pergunta como essa não percebe que só está reproduzindo uma estratégia do mercado. E eles têm que responder. Vão fazer o que?
Ser do seu tempo não significa se enquadrar às limitações dele.
E o artista é aquele cara que não se enquadra. É o cara que gosta do “não”. Basta você falar “É isso” e ele vai pelo caminho contrário. Hoje está todo mundo meio conformado, seguindo a manada. Por isso que falar da morte da pintura é falar na conversa da manada. Existe uma cobrança para que o artista seja do seu tempo. Falo muito para os meus alunos: “vamos desconfiar um pouco disso”. Claro que estamos no nosso tempo. Não me furto a ele. Tento entender todas as contradições do meu tempo, mas eu também diferencio esse tempo do tempo da mercadoria. A pintura não vive de tema, e a arte hoje está muito temática. Para um curador isso é um prato cheio: para montar uma exposição você pega um tema, um gancho. E aí o artista se coloca nessa posição também de ter que falar de questões políticas, sociais, antropológicas. Isso leva a um empobrecimento na questão. Não é uma crise real. É uma crise fabricada.
Você tem acompanhado uma geração nova, que tem se dedicado à pintura e está em exposição no SESC-Pinheiros.É a primeira vez, nesses mais de 20 anos dando aula, que vejo surgir um grupo de pessoas sério, que desconfia da arte, que desconfia das seduções fáceis da cena contemporânea. Isso me anima porque vejo que as coisas não estão perdidas. Existe vida inteligente, séria no mundo. Eles estão pintando, cada um buscando a sua linguagem, sem essa discuseira ideológica contra a pintura. Eles não levantam nenhuma bandeira de volta da pintura. Esse poderia ser um slogan muito fácil, mas há uma crítica em relação a isso. Acredito muito neles. Estão dando a cara para bater. Vejo com muita esperança esse aparecimento








Título do Livro
Idioma: Português
COSACNAIFY


O livro documenta a trajetória do artista paulista - iniciada nos anos 1980 e hoje internacionalmente reconhecida como um dos principais trabalhos da pintura brasileira - e constitui sua monografia mais completa. Ensaios dos críticos Tadeu Chiarelli, Lorenzo Mammì e Paulo Venancio Filho discutem a obra de Paulo Pasta e destacam elementos essenciais na construção de sua pintura: o vácuo, as marcas do tempo, a presença de artistas como Alfredo Volpi e Giorgio Morandi, e a criação de espaços de silêncio, memória e, ao mesmo tempo, inquietude. Fecha o livro um ensaio biográfico escrito por José Bento Ferreira, que apresenta a trajetória do artista, desde os tempos de seu primeiro ateliê. O crítico destaca a relação íntima entre a experiência literária e pintura, sugerida por sua obra, e acompanha todo o percurso do artista, das exposições e eventos até fatos determinantes, como a sala especial na 22 ª Bienal de São Paulo (1994) e os prêmios do Salão Nacional (1989) e Panorama da Arte Brasileira do MAM (1997).




Pinturas de Paulo Pasta inspiradas nos relatos de Elizabeth Bishop sobre o Brasil




Pinturas de Paulo Pasta inspiradas nos relatos de Elizabeth Bishop sobre o Brasil Leia mais




Pinturas de Paulo Pasta inspiradas nos relatos de Elizabeth Bishop sobre o Brasil Leia mais






Pinturas de Paulo Pasta inspiradas nos relatos de Elizabeth Bishop sobre o Brasil Leia mais






Pinturas de Paulo Pasta inspiradas nos relatos de Elizabeth Bishop sobre o Brasil Leia mais





O livro Paulo Pasta – Obras Reunidas contempla a trajetória e a produção deste artista que tanto contribuiu, e ainda contribui, para a estória da arte brasileira. Apresentará imagens de suas obras, bem como textos críticos sobre o artista e sua arte.

Paulo Pasta, por meio de arranhaduras na última camada de tinta da tela, cria formas que se aproximam às de frontões, ânforas e colunas. Essas imagens fazem uma referência ao passado, remetem ao campo da memória. Há, em seus trabalhos, um "quê" de nostalgia – eles procuram reviver um tempo histórico, apontam para a lembrança de uma era em que gestos individuais e significados sociais se relacionavam harmoniosamente.






Título: Paulo Pasta – Obras Reunidas
Autor: Paulo Pasta
Designer: Zellig
Nº de páginas: 256







Paulo Pasta






























Sem comentários:

Enviar um comentário